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Previsão do Tempo 18/07/2026 | 04:31
Publicado em 05/12/2014 ás16:00
Um professor da Escola de Educação Básica Irmão Joaquim de Ibicaré, está sendo acusado por estupro de vulnerável. De acordo com a mãe de uma estudante de 12 anos, no dia 19 de novembro o professor pediu para a menina levar o diário de classe até uma sala de materiais. “Lá ele fechou a porta e começou a acariciá-la, inclusive tirou sua calça e tocou em sua genitália”, detalhou a mãe revoltada. Segundo ela, o assédio só foi interrompido porque uma colega preocupada com a demora bateu à porta. “Ela viu minha filha saindo correndo da sala chorando e puxando as calças”.
Após tomar conhecimento, a mãe pegou a filha e se dirigiu à delegacia. De acordo com ela, o responsável pela delegacia, Renato Weiss, às convenceu de ir a Prefeitura falar com o prefeito Ari Ferrari, antes mesmo de registrar o Boletim de Ocorrência e tomar o depoimento da menina. “Fui ingênua e fiz o que ele orientou, mas como percebi que a questão política estava falando mais alto procurei um advogado”, informou. O caso está gerando revolta na população da pequena cidade que aguarda providências. Desde então, a menina não retornou mais à escola.
“O responsável pela delegacia acabou tendo uma atitude infantil, para não dizer ingênua”, avaliou o advogado Marco Antônio Vasconcelos Alencar Junior, da Xavier e Alencar Advogados. “Entendemos que deveria ser registrado de imediato o boletim de ocorrência antes de tomar esse tipo de atitude em uma cidade pequena como Ibicaré, onde a política influencia muito”, emendou o advogado.
Conforme Alencar, mesmo não tendo ocorrido conjunção carnal, o crime se configura como estupro de vulnerável. “Desde 2009 a conjunção carnal não é mais condição para ocorrer o crime de estupro. Hoje o crime acontece desde que haja atos libidinosos com uma vítima menor de 14 anos. Neste caso, a conjunção carnal por muito pouco não aconteceu, pois a amiga da vítima interrompeu a atitude do professor”, explicou.
O advogado disse ainda que não acredita que a questão política atrapalhe o andamento do processo. “Temos convicção que não. A frente do caso está uma autoridade policial muito competente que chamou o caso para Joaçaba”.
O delegado da Comarca de Joaçaba, Davi Gerardi, disse que não se manifestaria sobre o caso por envolver uma menor. Ele informou apenas que o inquérito está sendo finalizado e em breve será encaminhado para os procedimentos no Fórum, onde será analisado pelo Ministério Público e pelo Juiz.
O nome do professor não pode ser divulgado, conforme o que dispõe a Constituição Brasileira sobre o princípio da presunção de inocência: Inciso LVII do art. 5º da Constituição Federal de 1988: "ninguém será considerado culpado até o trânsito em julgado de sentença penal condenatória".
Posição da Escola
A diretora Maira Vidmar, informou que a partir do momento que tomou conhecimento da denúncia através da mãe da menina, encaminhou o caso para a Gerência Regional de Educação (Gered) de Joaçaba. “Foram tomadas as medidas administrativas, mas ainda não temos uma resposta oficial”, disse ela. Conforme a diretora, o professor encontra-se afastado do Colégio desde o início da semana por atestado médico.
A gerente Regional de educação Maria Carlesso Doré, não foi encontrada pelo portal Caco da Rosa nesta sexta-feira (05) para comentar o caso. Ela não estava na Gered e não atendeu as ligações em seu celular.
Defesa
O advogado de defesa do acusado, Daniela Meira, afirma que todas as provas que foram colhidas até o momento dão conta que a menor mentiu. “Na verdade ela foi repreendida pelo professor e inventou essa história que está prejudicando uma carreira de 28 anos desse profissional que nunca teve problemas”, comentou.
Assista abaixo a entrevista do advogado da família:
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