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Sindicalista alerta: fim do túnel para a segurança pública

Publicado em 10/12/2014 ás11:00

Juliano Pedrini - vice-presidente do SINPOL

Foto: Juliano Pedrini - vice-presidente do SINPOL

“Penso que chegamos ao fim do túnel”. Essa é a avaliação do vice-presidente do SINPOL (Sindicato dos Policiais Civis), Juliano Pedrini, sobre a segurança pública em Santa Catarina. Para ele, o salário via subsídio para a base da Polícia Civil, aprovado pelos deputados no ano passado, não ficou bom. “Os policiais da base, mais antigos, dormiram ganhando mais que um delegado inicial, e acordaram ganhando menos que um cabo da Polícia Militar, com todo respeito à coirmã”.

O sindicalista destaca que muitos policiais estão deixando a instituição por não vislumbrarem uma progressão de carreira, por conta de promoções emperradas e uma falta de defesa institucional e de visão administrativa. “A retirada de direitos históricos, perda dos adicionais de permanência e de triênios nas carreiras de base, desmotivou os policiais mais antigos a permanecerem na instituição. O problema também afeta os mais novos, pois a retirada do adicional de pós-graduação desestimulou os policiais a melhorarem a qualidade do trabalho para tornar a polícia mais humana e cidadã”, apontou Pedrini ao informar que existem 280 pedidos de aposentadorias.

A disparidade da base com os delegados é outro fator revoltante para a categoria. “Muitos policiais com mais de trinta anos de serviço, não conseguem chegar ao final de carreira, enquanto que delegados em sete ou oito anos estão em final de carreira, e sem interstício (intervalo) de estagio probatório”, exemplificou o vice-presidente.

A dupla jornada de trabalho pela falta de efetivo, é mais uma questão que têm sido incansavelmente debatida pelo sindicato. “Mais da metade dos problemas que a PC/SC enfrenta são de origem administrativas e que poderiam ser facilmente equacionadas, porém não são discutidas e resolvidas, muitas vezes por falta de visão institucional, ocasionando perda de legitimidade por ações ilegítimas e assédio moral”, disse Juliano. Para piorar a situação, a Operação Veraneio vai deslocar policiais do interior para o litoral catarinense durante o verão. “É tirar o cobertor de um lugar para levar para outro”, analisou Pedrini.

O vice-presidente do sindicato deixa alguns questionamentos: “Quem quer ficar numa instituição que não valoriza o ser humano e que se preocupa mais com seus cargos e títulos, do que com aqueles que se privam de ficar em casa com suas famílias para garantir a segurança da sociedade em plantões e investigações em finais de semana, feriados, Natal e Ano Novo? Quem quer permanecer numa instituição que não defende seus pares. Que ao invés de construir pontes através do diálogo com a base e sindicato, se preocupa em perseguir policiais que expressam sua liberdade ao dizer que a situação da Policia Civil de Santa Catarina não está boa?

O SINPOL entrou com várias ações na justiça e garante que vai continuar incessantemente na defesa dos policiais civis. “Não vamos parar até termos um salário digno. Governos, secretários, delegados gerais passam, mas a Policia Civil e o Sindicato permanecem”, finalizou Pedrini.

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