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Estado

Empresários de Joaçaba podem ser soltos a qualquer momento

Publicado em 11/12/2014 ás20:00

Foto:PF/Divulgação

Foto: Foto:PF/Divulgação

Os empresários de Joaçaba, José Norberto D´Agostini e seu filho José D´Agostini Neto, que estão presos preventivamente na capital do estado, podem ser liberados a qualquer momento. Após analisar os inquéritos da Operação Ave de Rapina, desencadeada pela Polícia Federal no mês de novembro, o Ministério Público pediu novas diligências para complementação de provas e requisitou ao Poder Judiciário a manutenção de algumas prisões e a revogação de outras, dentre elas, a de um dos empresários de Joaçaba. “Vai depender da análise do magistrado, que poderá soltar os dois, ou nenhum deles”, disse o promotor Alexandre Graziotin, responsável pela análise dos inquéritos.

De acordo com o promotor, são dois inquéritos, um que envolve vereadores de Florianópolis, e outro que dá conta de uma organização criminosa no âmbito Instituto de Planejamento Urbano de Florianópolis (Ipuf). “Oferecemos a denúncia contra várias pessoas por suspeita da prática de crimes de corrupção ativa e passiva, peculato e organização criminosa”, explicou o promotor ao informar que pediu também o afastamento dos funcionários públicos envolvidos de suas atividades.

Conforme Graziotin, a denuncia é o marco inicial do processo. “Agora os denunciados terão o direito de efetuar suas defesas através de seus advogados, buscando as provas para depois de instruir esse processo com a oitiva das testemunhas, fazer a avaliação pelo Poder Judiciário sobre uma eventual condenação”.

A Operação Ave Rapina investiga um possível esquema de corrupção envolvendo a Prefeitura de Florianópolis e o Ipuf para beneficiar as empresas Kopp (radares), e a Focalle (sinalização de trânsito). Também estão indiciados representantes da Artmil, acusada de servir de intermediária para as supostas propinas, e a HLI Astech, subcontratada pela Focalle para operar serviços de sinalização de trânsito.

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