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Joaçaba

Protesto em Joaçaba reúne poucas pessoas

Publicado em 12/04/2015 ás17:00

Passeata pelas principais ruas de Joaçaba

Foto: Passeata pelas principais ruas de Joaçaba

Diferentemente do dia 15 de março, quando cerca de seis mil pessoas saíram às ruas de Joaçaba para protestar contra o governo federal, a manifestação deste domingo (12/04) mostrou um esvaziamento no movimento. De acordo com a organização, aproximadamente 70 pessoas participaram do protesto que saiu da Avenida XV de Novembro, seguiu pela Sete de Setembro, Salgado Filho, e Avenida Rio Branco.

“O número de participantes não nos desmotiva, pelo contrário, vamos continuar lutando por um país mais justo e sem corrupção”, disse João Carlos Pimpo, um dos organizadores. Segundo ele, as próximas ações serão voltadas aos municípios da região, como a criação de um observatório social para fiscalizar as ações públicas e divulgação de informações sobre a corrupção nas escolas.

O advogado Avelino Bortolon, que ficou conhecido nacionalmente ao ser preso pela PRF durante manifestação dos caminhoneiros em Xanxerê no dia 24 de fevereiro, esteve presente e deixou sua mensagem. “Existe uma revolta geral com que está acontecendo, pois entre o discurso e a prática, há uma diferença muito grande”, disse em relação ao que foi prometido durante a campanha da presidente Dilma Rousseff.

Bortolon contou que acabou entrando por acaso no movimento, mas afirma que depois do que aconteceu em Xanxerê, agora faz parte dessa luta. "Foi uma vergonha sem precedente e que tomou proporção nacional e até internacional pela agressividade do poder público, por isso quero somar força para que os trabalhadores desse país não sofram mais constrangimento ao lutar por seus direitos”, ressaltou.

Para o advogado, é normal o esvaziamento nas manifestações. “Os trabalhadores não tem por costume esse tipo de atitude, só saem às ruas quando não tem mais condições. A tendência é aguardar a posição do governo, mas se nada acontecer o movimento vai tomar corpo”, acredita.

Assista abaixo as entrevistas:

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