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Publicado em 15/07/2015 ás11:00
O prefeito de Luzerna Moisés Diersmann, convocou a imprensa na tarde da terça-feira (14) para apresentar um levantamento fotográfico e se manifestar pela última vez sobre o asfalto da Avenida Caetano Natal Branco, que liga o município a Joaçaba. “Sonhei que podíamos ter na área pública, algo parecido com o setor privado, que quando o serviço não é bem feito, precisa ser refeito, mas infelizmente quando as coisas entram na 'casas dos milhões', o dinheiro fala mais forte e são muitos os interesses”, desabafou.
De acordo com o prefeito, no levantamento fotográfico fica claro que a empresa responsável pela obra utilizou dois tipos de material, um com durabilidade maior, e outro que não possui consistência, pois se esfarela e forma valas. “Tem sido divulgado em defesa da empresa de que a base da avenida é precária e o tráfego é muito intenso. Porque isso não ocorre nas demais partes? Afinal a base é a mesma e também passa o mesmo tráfego pelo local” explicou ao apontar: “Quando o problema é a base, o asfalto racha como se fosse um mosaico, estilo terra seca. Tem muitos locais entre Luzerna e Joaçaba que estão assim, problema de base, porém o que estamos mostrando é um asfalto que debulha e isso é asfalto porcaria mesmo”.
Diersmann comentou que desde 2013 está nessa batalha. Reuniu os responsáveis na Câmara de Vereadores de Joaçaba, quando ficou acordado que seria feita a recuperação dos trechos ruins, mas não foi feito. Em 2014 acionou o Ministério Público, onde também não obteve nada de concreto. “Agora vai acabar a garantia e temos o aniversário do município, com um desfile festivo para ser realizado na Avenida, por isso, infelizmente vamos ter que arcar com o prejuízo para não ficar com essa vergonha sobre as costas”, disse o prefeito ao informar que no próximo mês estará realizando a operação tapa buracos, que custará em torno de R$ 50 mil aos cofres públicos.
“Seria muito importante uma punição exemplar, pois a empresa não executou o que foi contratada, e deveria refazer. Mas infelizmente vivemos uma situação que quando as obras são milionárias, ninguém dá esperança. No setor público parece que tá tudo certo, só se investiga, pede-se documentos... Não vou mais ficar brigando contra o sistema, me desgastando. Chego a conclusão que não vai ser um pequeno município do Meio Oeste que vai mudar isso”, lamentou Moisés. “Não é uma derrota, mas infelizmente a gente se sente fraco frente a uma situação em que todo mundo diz que é melhor ficar quieto e deixar como está, que é ainda assim que o mundo gira”.
Conforme o prefeito, a empresa Viga Pavimentações venceu a licitação com o valor de R$ 2 milhões, no entanto, aguardou um aditivo de mais R$ 700 mil para iniciar a obra.
Confira os apontamentos do prefeito sobre o levantamento:
1. Na foto 1, ao olhar em um primeiro momento, parece que a divisão apresentada revela duas obras diferentes na via, mas por incrível que pareça é a mesma. Isso mesmo, a recuperação da via apresenta falhas GRAVES, são trechos “bons” (parte de cima da foto) alternados com trechos de asfalto de péssima qualidade (parte de baixo da foto).
2. Na foto 2, é possível verificar que as britas estão bem visíveis na parte ruim. Não precisa ser engenheiro para entender que em um lado tem mais “liga/emulsão” e no outro não. Para as pessoas que apresento a foto, as pessoas dizem: um asfalto parece ser a frio e o outro a quente. Claro que são só opiniões, o importante é frisar que é uma obra pública com dois tipos de materiais e foi pago para ser somente um.
3. Na foto 3, é possível observar que o asfalto debulha, esmigalha e semanalmente carrinhos de brita são retirados pelo pessoal da varrição.
4. Por esmigalhar o que forma na pista não são buracos e sim uma espécie de “valeta” conforme mostram as fotos 5 e 6.
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