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Publicado em 21/07/2015 ás17:30
A situação do Presídio Regional de Joaçaba não é diferente dos demais em todo país, com superlotação e falta de servidores para atender a demanda. Em entrevista a Rádio Nova Líder, o diretor da unidade, Márcio Roberto Bossardi, revelou que 170 detentos, sendo 12 mulheres, estão cumprindo pena no local, onde a capacidade é para abrigar 120. De acordo com ele, a maioria foi condenada por tráfico de drogas, não tendo nenhum presidiário de alta periculosidade. “A situação poderá melhorar com a inauguração da Unidade II de Chapecó, quando aproximadamente 50 detentos deverão ser transferidos”.
O administrador informou que 43 detentos, que cumprem pena no regime semiaberto, trabalham em empresas da região, saem pela manhã e retornam a noite, o que colabora para a resocialização
O presídio aguarda a contratação dos novos agentes aprovados no concurso de 2013, que estão sendo chamados pela Secretaria de Segurança Pública, para reforçar a segurança do local. Atualmente são 22 funcionários, sendo 16 são agentes. “Nossa expectativa é de que no mínimo dois novos agentes possam vir para Joaçaba”, acredita Bossardi.
Falta de convênio
O Presídio conta com consultórios odontológicos e médicos prontos para atender os detentos, porém, aguarda assinatura de convênio entre o município de Joaçaba e governo do estado para contratação dos profissionais. “Atualmente precisamos levá-los para atendimento nos ESFs e Hospitais, e na Unoesc para o tratamento odontológico, o que gera transtorno, afinal, aproximadamente, 70% das escoltas realizadas são pra esse fim. Em alguns casos são três agentes para quatro presidiários, o que fragiliza o nosso trabalho internamente”, comentou.
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