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Previsão do Tempo 20/07/2026 | 22:59
Publicado em 29/07/2015 ás21:00
O secretário de educação de Joaçaba, José Junqueira de Carvalho, descartou o corte na regência de classe dos professores, anunciado nesta semana pelo secretário de administração e finanças como parte das medidas para conter despesas. A informação foi repassada em reunião com os profissionais da educação na noite desta quarta-feira (29) no Centro Educacional Roberto Trompowski (CERT).
Conforme Junqueira, durante a tarde os secretários estiveram reunidos na Prefeitura com o chefe de gabinete Eli Martins, quando todos concordaram em não mexer na educação. “Se a regência fosse cortada, o teto do professor reduziria e teríamos um incremento no vale alimentação, o que significaria pouca economia”, defendeu. “Me posicionei a favor dos professores, pois não acho justo”, acrescentou o secretário que deixaria o cargo, caso a educação fosse prejudicada.
Junqueira admite que existe um déficit orçamentário em sua secretaria, que atualmente está consumindo 29% da receita. “Se não buscarmos alternativas de controle vamos chegar a 31%, e assim comprometer os investimentos. Por isso, o diálogo é importante, para encontrarmos alternativas para sanar o problema”.
O secretário também comentou sobre o mal-estar criado entre os servidores que estavam atribuindo à crise a educação. “A situação não foi explicada corretamente, pois eles estavam achando que a educação quebrou o município. Não somos ordenadores de despesas. Não temos o controle financeiro, apenas o controle da gestão das pessoas. Lógico que sendo a secretaria com o maior número de servidores, a educação gasta mais, por isso aconteceu o déficit”, explicou.
Para o presidente do Sindicato dos Trabalhadores no Serviço Público Municipal (SITESPM), Jorge Luiz Rosa, a notícia de que a regência de classe será mantida tranquilizou a classe, mas ainda existem medidas no projeto de contenção de gastos que preocupam. “Precisamos tomar conhecimento do projeto como um todo para emitir um parecer, mas o corte nas gratificações por funções é preocupante. Temos muitos efetivos que recebem gratificações pela responsabilidade de suas funções, justamente porque o salário é baixo”, pontuou ao colocar o sindicato à disposição para apresentar sugestões de corte que não prejudiquem o trabalhador.
O vereador Chico Lopes, que acompanhou a reunião com os professores, se mostrou indignado com a falta do prefeito Rafael Laske e seu vice Marcos Weiss no encontro. “Não é só dar a mão e cumprimentar com tapinhas nas costas na hora de pedir o voto. Tem que estar junto nos bons e maus momentos. É isso que tá faltando em Joaçaba”, criticou Chico ao emendar. “Tá faltando um prefeito e um vice. Eles tem que assumir, ter postura, resolver os problemas. Mas no momento de crise que deveriam estar debatendo, simplesmente desapareceram”.
Os vereadores Luiz Vastres e Vilmar Zílio também se colocaram a favor dos professores, além das APPs das Escolas.
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