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Previsão do Tempo 18/07/2026 | 23:06
Publicado em 07/10/2015 ás09:00
Atendendo a um convite do vereador Sérgio Moacir do Nascimento – Serginho- (PP) e do presidente do Legislativo municipal Leo Mascarello (PSD), participaram da sessão da segunda-feira (5) a secretária de Assistência Social Quenia Brinckmann, representantes do CAPS, CRAS e Conselho Municipal de Saúde. O assunto em pauta foi moradores de rua e moradores em situação de rua, questão que tem preocupado o Legislativo hervalense devido ao grande número, que em sua maioria embriagados, tomam conta das vias públicas, cabeceira da ponte e da praça municipal, criando um grave problema de ordem social.
A sessão iniciou com o vereador Serginho apresentando slides com fotos destes moradores de rua em situações degradantes e indagando ao mesmo tempo, se seriam moradores de rua ou alcoólatras. A secretária de assistência social expôs os trabalhos que sua pasta realiza com este público. Quenia destacou que a população de rua pode ser definida como um grupo populacional que tem em comum a pobreza, vínculos familiares fragilizados ou interrompidos, vivência de um processo de desfiliação social pela ausência de trabalho assalariado e das proteções derivadas ou dependentes dessa forma de trabalho.
Dados apresentados pela Secretaria de 2010 à setembro deste ano mostram que são 12 as pessoas eventuais nas ruas em Herval d’ Oeste, nove que saíram das ruas, oito que permanecem nas ruas, 27 pessoas em trânsito e 17 de Joaçaba, totalizando 73 pessoas atendidas. Quenia relatou como o serviço é prestado, destacando que Herval d’ Oeste não possui o serviço de abordagem, mas que mesmo assim é feito este trabalho esporadicamente. “São pessoas com ausência de moradia, inexistência de renda, problemas com alcoolismo e doenças mentais. É muito difícil trabalhar com elas em toda a rede, precisamos da compreensão da sociedade para aceitá-los e para isso foi elaborada uma cartilha. Esta iniciativa do Poder Legislativo em nos trazer aqui para debater esta problemática é muito importante”, enfatizou Quenia.
Representantes de outros órgãos que fazem parte da rede responderam questionamentos dos vereadores, destacando que a internação é o último recurso e que mesmo assim, se o paciente não quiser não há como obriga-lo. Pelo CAPS desde sua implantação já foram atendidas 1.965 pessoas, quase 9% da população. Cerca de 40% dos atendimentos são prestados a dependentes químicos, usuários de álcool e outras drogas. Em caso de internamento após a liberação o paciente tem a medicação assistida.
O vereador Serginho destacou que ao conversar com os moradores em situação de rua todos disseram que tem onde morar e só vão para rua para beber. “isso ocorre porque a Lei que está em vigor no município, que proíbe consumo de bebidas alcoólicas em locais públicos, não é cumprida”. O vereador acrescentou que é necessária uma medida para que estas pessoas não voltem às ruas. “Precisamos de ideias para melhorar a vida destas pessoas, algo enfim que faça com que não queiram voltar às ruas, envolver outras secretarias, sociedade enfim buscar recursos para, por exemplo, construir um albergue”.
O presidente da Casa Leo Mascarello, comentou que o trabalho que o CAPS faz de dar banho, roupas e alimentação para os moradores de rua tem sua importância, mas não é a solução e nem seu papel. “Estas pessoas precisam de atendimento psiquiátrico, eles como moradores de rua tem que ter seus direitos respeitados e o poder público tem que fazer a sua parte. Vamos aqui dentro desta Casa criar uma comissão para acompanhar os trabalhos de toda a rede, assistência social, CAPS, CRAS e buscar soluções para esta grave situação social”.
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