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Publicado em 17/04/2015 ás19:00
O presidente do Conselho Regional de Medicina de Joaçaba, Athos Flavio Santiago Neves, se manifestou sobre a decisão do CREMESC (Conselho Regional de Medicina de Santa Catarina) pela cassação do exercício profissional do médico Sergio Torrico Rodriguez.
Na entrevista concedida ao Portal Caco da Rosa, ele explicou que mesmo condenado pela justiça comum, até o momento o médico não estava impedido de exercer a medicina. “É preciso esclarecer que são dois processos distintos. Mesmo condenado pela justiça, não havia nenhuma decisão sobre seu procedimento pelo CREMESC”, disse. “O impedimento acontece a partir da publicação da decisão, neste caso 15 de abril”, acrescentou.
“O curso do processo ético profissional é deferente, temos uma estrutura menor que o judiciário e são muitas as queixas relacionadas a médicos para serem analisadas”, justificou ao falar que a decisão é tomada por médicos comuns, por isso passa pela analise em diversas instâncias para não comprometer a decisão final, principalmente neste caso tão grave.
“Não se trata de corporativismo, ou protecionismo”, disse sobre a demora no julgamento. “Ele foi condenado com a mais alta das penas, que é a perda do direito de exercer a profissão para o resto da vida, pois a partir dessa decisão ele não é mais médico”.
De acordo com Athos, a decisão coube às esferas superiores, o Conselho Regional de Medicina de Joaçaba apenas ouviu testemunhas de acusação e defesa, e os documentos foram anexados ao processo, ou seja, o papel mais burocrático.
Outro médico de Joaçaba está respondendo a processo ético profissional no Conselho de Medicina. Denis Conci Braga foi denunciado depois que três pessoas morreram após procedimentos de endoscopia em sua clínica em maio de 2010. “Deste caso nada posso adiantar até que haja a decisão final do CREMESC”, concluiu o presidente do Conselho Regional de Medicina de Joaçaba
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